Doença que está associada ao tabaco em 90% dos casos, tem aumento de 2% em sua incidência mundial
Tosse e sangramento pela via respiratória: esses são os sintomas de um tipo de câncer que aumenta a cada ano sua incidência mundial. O câncer de pulmão, que só perde em números para cânceres de pele não-melanoma, de mama em mulheres e de próstata em homens, tem nos fumantes sua população alvo, se manifestando através principalmente do ritmo habitual da tosse alterado. Além disso, uma pneumonia de repetição pode, também, ser um sinal da doença.
Este tipo de câncer, que tem aumentado em 2% a sua incidência mundial, está associado em 90% dos casos, ao consumo de derivados de tabaco (Segundo a Organização Mundial da Saúde, um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas, são fumantes). No Brasil, o câncer de pulmão foi responsável por 17.810 novos casos em homens e 9.460 em mulheres em 2008, sendo o tipo de câncer que mais fez vítimas. Na Bahia, foram 820 casos no ano passado, 300 deles, em Salvador.
Segundo a médica Vanessa Dybal, oncologista do corpo clínico da AMO, a maneira mais fácil de diagnosticar o câncer de pulmão é através de um raio-X do tórax complementado por uma tomografia computadorizada. Uma vez obtida a confirmação da doença, é realizado o estadiamento que avalia o estágio de evolução, ou seja, verifica se a doença está restrita ao pulmão ou disseminada por outros órgãos.
Os tumores malignos de pulmão podem provocar sintomas como: tosse, sibilos, estridor (ronco), dor no tórax, escarros hemópticos (escarro com raias de sangue), falta de ar e pneumonia.
Para o paciente que descobre o tumor num estágio inicial, é possível o tratamento curativo através da cirurgia. Quando a doença já se espalhou para outros órgãos, o tratamento é feito através da quimioterapia: “Com o avanço da medicina e o uso de novas drogas, a quimioterapia está contribuindo para um aumento na qualidade e no tempo de vida dos pacientes, e com cada vez menos toxicidade relacionada ao tratamento”, afirma a médica.
Ainda como parte do tratamento, muitos pacientes não precisam alterar a rotina diária. É possível continuar trabalhando, estudando, procurando alterar o mínimo possível o seu dia-a-dia: “O tratamento, normalmente, não necessita de internamento. O paciente vem ao consultório, recebe a medicação e é liberado em seguida. Isso faz com que sua rotina diária não sofra alteração”, explica.
A oncologista alerta que a principal forma de prevenção deste tipo de câncer continua sendo o combate ao tabagismo: “O cigarro é realmente o principal fator de risco. Tanto para os fumantes ativos, quanto para os passivos.”. Segundo Vanessa, alguns cuidados podem também evitar os cânceres em geral: “Praticar exercícios físicos, manter uma dieta saudável e equilibrada, evitar alimentos defumados e conservantes”, afirma ela.